Tipo de música um cristão pode ouvir



1 - Introdução:

É comum vermos pessoas religiosas confusas quanto ao tipo de música que podem ouvir, já que, aqueles que são mais conservadores descartam a hipótese de um religioso “de verdade” ouvir essas músicas atuais mesmo que elas levem o rótulo de cristãs. Ouvir música rotulada como secular então, nem pensar! Para muitos isso é coisa que só religioso “morno ou mundano” pode ouvir. Se perguntarmos para um religioso com mais de 30 anos de vida religiosa que tipo de música se deve ouvir, ele certamente passará uma lista de músicas e cantores, que segundo ele, “são ungidos”, tanto as músicas quanto aos cantores. Portanto, é comum que as respostas para essa pergunta sejam mais baseadas em gostos pessoais do que na Bíblia propriamente.
A música, ou o som alinhado ás notas musicais, produz o que chamamos de melodia, e é esta melodia que exerce um fascínio sobre todo o ser, seja ele, humano, animal ou vegetal. Isto é fato e a ciência comprova. Porem, a discussão no meio cristão é: que tipo de música um cristão pode ouvir e cantar, e é sobre isso, que vamos procurar respostas na Bíblia.


2 - Ritmos:

Atualmente existem músicas consideradas cristãs com variados tipos de ritmos, como: forró, charme, funk, samba, pagode, rock, etc. Ainda existem igrejas que, em seu repertório, não têm músicas com ritmo forte, ou melhor, dançante. Alegam (na sua maioria) que são músicas que não servem para adorar a Deus, pois estimulam à dança, à descontração, e acabam tirando das pessoas a reverência e a concentração necessárias para “uma adoração genuína”.
Mas enfim, que tipo de ritmo um cristão pode ouvir e cantar? Jazz? Tango, country, clássica, rock?...
A resposta para essa pergunta seria: Um cristão pode ouvir qualquer tipo de ritmo, dependendo, claro, do momento e do ambiente, e do gosto pessoal. Se o momento pede reverência, é coerente que se ouça música menos agitada ou sem batidas fortes. Se o ambiente é de alegria, pede músicas alegres. Tudo depende da boa coerência de quem tem bom senso.

A Bíblia não menciona nada a respeito de ritmos.
Não podemos esquecer que Deus é o criador e o mantenedor de todas as coisas assim como está escrito em Isaias 45:7, Isaias 45:12, Isaias 54:16, portanto, atribuir ao Diabo algo que não lhe pertence é estar no mínimo sendo injusto com Deus.
Alguns mencionam que existem alguns ritmos que supostamente não foram criados por Deus, talvez esse conceito seja baseado na origem e nas condições que tais ritmos sugiram. Um exemplo clássico desse conceito é o rock. Esse gênero musical surgiu no ano de 1950 nos Estados Unidos, mas foi em 1960 que a conotação de “transgressor” foi atribuído ao ritmo, alem de ser considerado “o hino” dos que de alguma maneira se rebelava contra os bons costumes e do politicamente correto. Porem, se consideramos o que está escrito em Eclesiastes 1:9-11, o rock não surgiu em 1960, ele apenas resurgiu, pois assim diz o texto: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.”

Se o rock  foi sinônimo de rebeldia e transgressão na história humana antes de 1950, não sabemos, mas dizer que ele foi, ou não, seria leviandade.
Acreditar também que o rock, por está inserido no contexto de rebeldia e transgressão, foi uma criação do diabo, também não seria coerente com a lógica de que Deus foi o criador de todas as coisas.

Em Êxodo 15:20 diz: “"Então Miriã, a profetiza, irmã de Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças." RC
II Samuel 6:14 e 15 está escrito: “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas”. Versão RA.

Percebe-se que ritmo é algo que a Bíblia desconsidera, ou pelo menos, não considera como o mais importante, pois Miriam e Davi dançaram ao som de ritmos e não houve, da parte de Deus, nenhuma advertência.


3 – Que tipo de música Deus gosta de ouvir?

A Bíblia diz que tudo o que têm fôlego louve ao Senhor (Salmos 150:6) e ainda diz com quais instrumentos e quais as motivações devemos fazer isso:
 “Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante à sua muita grandeza. Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Salmos 150:1-6) Porem, Deus não estipula um ritmo específico que goste de ouvir. Subentende-se  que Ele não está preocupado com ritmo e sim com as motivações que venha dos corações (Salmos 100:1-5. Mateus 21:16). E que também não proíbe nenhum instrumento que gere som que possa ser usado para louvá-LO.

‘Tudo que têm fôlego” significa literalmente que: “em todos que há vida”, baseado em Gênesis 2:7. O fôlego aqui significa “vida”, porem, mais abrangente do que Gênesis 2:7,  o Salmos 100 chama a todos os seres que respiram que louvem a Deus! O que significa que não somente as pessoas são chamadas a louvar, mas também os animais, as plantas e a natureza como um todo. Esse louvor tem âmbito universal a todos os seres e não somente as pessoas. E com um animal louva a Deus? Executando aquilo para qual foi criado – em uma resposta bem simplista.

Quanto ao “que tipo de música que Deus gosta de ouvir”, seria muita pretensão da nossa parte tentar descrever isso. Os caminhos de Deus são insondáveis conforme está escrito em Romanos 11:33. E também Ele não é como homem segundo Números 23:19, não somente porque não se arrepende ou mente, mas porque não muda (Malaquias 3:6) como faz o ser humano  que, uma hora quer uma coisa,  outra hora quer outra coisa, alem das instabilidades emocionais de cada um, que, em um dia acorda de mau humor, em outro dia acorda de bom humor... E que dependendo das circunstâncias, ficam alegres ou tristes... Deus não é assim. Ele não é homem e sim Espírito (João 4:24).
Deus não precisa ouvir elogios para se sentir alegre e feliz como são os artistas, Ele não é artista. Quem fica feliz em louvá-lo somos nós e não Ele. Ele não sofre de estrelismo ou idolatra a si mesmo.


4- Louvar é a mesma coisa que adorar?

Embora em alguns textos bíblicos isso se misture um pouco, na verdade são coisas distintas, diferentes. Nos Salmos de número 100:2 diz: “Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.” Nesse texto fica subentendido que, embora esteja se referindo a louvar, o chamado aqui é para a adoração. Quando servimos ao Senhor com alegria, o louvamos e o adoramos. Quando nos apresentamos diante dele com cânticos [E com o coração alegre e crendo], mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis, o estamos adorando. Nem todos que louva, o estão adorando, mas todos os que o adoram, o louvam. Por isso está escrito: "E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim;" (Marcos 7: 6)
Para que a boca produza o que há no coração, o coração precisa necessariamente estar cheio (Lucas 6:45).
Louvar significa: elogiar, enaltecer, falar bem a respeito. Anunciar as qualidades de alguém e cantar-lhe canções elogiosas.
Adorar significa: reação diante de uma ação. Reação espontânea quanto a uma ação externa, onde, sem reserva, somos convencidos que não há nada alem e melhor a ser feito. E quando, em resposta a essa ação, não sentimos fadiga ou canseira. Apocalipse 4:10, 11:16. Em uma linguagem bem simples ficaria assim: o susto é uma reação ao medo. O choro é uma reação dos sentimentos.  O sorriso é uma reação ao engraçado.
Alguns homens tiveram o privilégio de expressar essa reação de adoração quando ficaram diante de Deus, são eles: Abraão (Gênesis 18:2), Daniel (Daniel 10:8) e João (Apocalipse 1:17). Já outros tinham a reação de construir um Altar ao Senhor quando recebia a sua presença. Tudo isso era a reação diante do magnífico, extraordinário e majestosa presença do Santo. Era inevitável que não houvesse reação diante da presença do Santo, porem, em todas as Ações do Santo havia um propósito. Hora com uma revelação. Hora com uma exortação, e, em nenhuma delas era sem um propósito específico.

Não é exagero associar o texto de João 4:23 para explicar o que seja adoração, pois só quem é convencido do que seja pecado, justiça e juízo (João 16:8) é quem se arrepende, e quem se arrepende adora a Deus. Portanto, todos os que adoram a Deus, também o louva, mas nem todos que o louvam o estão adorando.


4 - O diabo era regente do coral celeste, por isso ele entende de música?

A Bíblia o chama de “aferidor de medidas”, conforme os textos de Ezequiel 28:12 e em algumas versões de “sinete da perfeição”, o que significa a mesma coisa. Isto significa que; antes dele se jogar para fora de Deus (queda), ele representava o esplendor da criação. Tudo o que era bonito e belo concentrava-se nele, porem, ele deixou de representar isso quando perdeu o seu lugar (Apocalipse 12:8). E qual a ligação dele com a música? Em Isaias 14:11 Versão RA está escrito: “Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta.” Subentende-se que; se por um tempo ele teve alguma relação com a música, na “queda” ele perdeu esse privilégio.

Já em Ezequiel 28:13 Versão RC diz: “Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados.” Já na versão RA, no mesmo texto de Ezequiel 28:13 está dito: “Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados.”

Ou seja, na versão RA (Versão Revista e Atualizada) não menciona nada sobre os tambores e pífaros.
É razoável pensar que, as mesmas consequências que sobrevieram sobre Adão após sua desobediência, tenham acontecido ao querubim ungido também e em proporções bem maiores. É razoável pensar que, da mesma maneira que ele perdeu seu lugar (Apc. 12:8) também perdeu o seu esplendor (Ezequiel 28:15-18) e a “sua vocação musical” também foi perdida. Repare no texto de Isaias 14:11: “Derribada está na cova a tua soberba, e, também, o som da tua harpa; por baixo de ti, uma cama de gusanos, e os vermes são a tua coberta.”
O que pressupõe que tudo o que ele gerava de música foi afetado por sua rebelião. Ou aceitamos essa lógica ou ficaremos com a crença de que ele, o diabo, não perdeu seus dons.  O texto de II Coríntios 11:14 não se aplica aqui, pois, estamos falando de dons e não de seres espirituais.


5 – Cantores de músicas cristãs são Levitas?

O termo Levita era dado aos filhos de Levi e consequentemente aos seus descendentes (Gênesis 29:34). Levi foi um dos filhos de Jacó. A partir de Números 3:6, Deus escolheu a tribo de Levi para aprender o ofício sacerdotal com Arão e os escolheu para ministrar em sua casa/tabernáculo. Os levitas não tinham direito á posses nem bens terreno algum (Deuteronômio 10:9, 18:1).
Vale dizer que, quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Judá, os levitas praticamente desapareceram do relato bíblico, vindo a ser mencionados apenas quando o Templo foi reconstruído, sob o comando de Esdras, Zorobabel e Neemias. Desde o período do exílio, todos os membros da nação escolhida por Deus passaram a ser chamados judeus, devido a serem, nominalmente, membros da tribo de Judá, inclusive qualquer levita que tenha sobrevivido à invasão babilônica. Portanto é incerto se os levitas citados no período do Segundo Templo tivessem sido descendentes de Arão, como seria de se supor, e talvez tenham sido judeus nomeados entre o povo para exercerem funções sacerdotais.
Porem, Lucas em sua narrativa, deixa claro que Zacarias, o pai do João Batista e sua esposa Isabel, eram da linhagem sacerdotal, seja por parte de Levi, seja por parte de Arão, assim sendo, João Batista foi o último Levita, e como ele não casou e não teve filhos, acabou nele a linhagem sacerdotal segundo Moisés.
As atribuições dos Levitas iam alem de cantar e tocar instrumentos musicais. Eles também eram responsáveis pela limpeza e organização em toda a área do tabernáculo, alem de auxiliar os sacerdotes na limpeza dos animais dos holocaustos e da guarda das entradas do templo (Neemias 10:39).
Diante do exposto, fica evidente que o codinome Levita não é apropriado para quem canta ou tem como ofício a música. E mesmo quem faça uso da nomenclatura alegando “ser um levita segundo a fé”, há controvérsias.


6 – Todo tipo de música e letra louva a Deus?

Com relação á musicalidade e, ou, a melodia, sim. Não há uma melodia que não possa ser usada para louvar a Deus. Todos os ritmos são presentes de Deus para os homens, já com relação ao que é falado, dito, cantado, precisa haver todo o cuidado necessário, pois ao acharmos que estamos fazendo elogios a Deus, apenas estamos cantando para nós mesmos.
 É comum nos dias atuais ouvirmos músicas ditas como cristã religiosa, onde em seu repertório, trata Deus como um ser vingativo, opressor e que vive de mau humor, que para ficar alegre precisa receber um afago ou “uma tapinha nas costas”. Isso acontece porque aprenderam a tratar Deus como um ser humano com todas as suas mazelas e dualidades. Quem de fato se alegra em cantar louvores a Deus somos nós, que recebemos dele a alegria. Deus sempre estará de bom humor e nunca será vingativo e sim justo. Se a alegria do Senhor é a nossa força, e se estamos com forças para louvar, logo, a força vem dele por estar sempre alegre (Neemias 8:10).

Se quisermos louvar os nossos méritos e nossas qualidades, ou até mesmo as nossas emoções e mazelas, nada errado em fazer isso, mas que não seja feito como louvor a Deus. Louvor para Deus é uma coisa e louvor para o homem é outra coisa. E não é pecado cantar as emoções e as desventuras humanas como fazem tão bem os poetas (isso é talento), mas que isso não seja feito com a desculpa de que seja para louvar a Deus. Isso é fazer confusão entre a santidade do Senhor, com as dualidades e incoerências humanas.

Se quisermos traçar uma linha divisória entre as músicas chamadas de cristãs, das músicas chamadas de seculares, essa é a dica: Toda música que em sua letra enalteça a Deus, a seu caráter e a sua obra; é louvor para Deus. Toda música que enalteça as pessoas, as suas emoções e suas crises existenciais; é louvor para as pessoas. E nisto há muita confusão. É muito comum ouvirmos louvor sendo cantado para as pessoas, mas que seus cantores insistem em dizer que estão sendo cantado para louvar a Deus.
Eu não percebo que na Bíblia há proibições quanto a um cristão ouvir e cantar músicas rotuladas de secular, porem, percebo que as Escrituras fazem as seguintes recomendações: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Efésios 5:15-21. Portanto, se alguém só ouve louvor a pessoas, fica difícil compreender qual a vontade do Senhor.

Louvar a Deus é cantar seus feitos e a sua majestade.  É cantar sua obra redentora no universo e na vida das pessoas através do sacrifício de Cristo.
É cantar para Deus segundo o entendimento dos Evangelhos, onde Cristo é a resposta de Deus aos homens e não segundo Moisés e suas leis, onde tudo girava e gerava em recompensa para as pessoas, tratando Deus como um juiz para julgar e aniquilar os desafetos daqueles que, pretensiosamente se achavam especiais.
Louvar a Deus é cantar quem Ele é, e não cantar seus feitos como se eles fossem mais importantes que Ele.
Louvar a Deus é não ficar sempre pedindo algo, pois quem faz isso ainda não entendeu o que Jesus ensinou em Mateus 6, onde a busca pela cura da ansiedade era o principal objetivo da mensagem.

A música que louva a Deus é aquela que, guando convencido de que Ele é melhor que tudo o que pode dar e fazer; cantamos. É quando um coração reconhece que Deus é melhor que seus favores, que sua presença é maior que a vida e que tudo diante da Graça se torna supérfluo, pois só a Graça é o bastante para se viver e se relacionar com Ele (II Coríntios 12:9).

A música que agrada a Deus é aquela que expressa a sua vontade e o seu caráter, mas que a letra não seja baseada em apenas em um ou dois versículos, mas no contexto geral da sua santa palavra.


7 – Conclusão

Então, o que podemos concluir até aqui?
Podemos concluir que: Todos os ritmos são agradáveis ao Senhor!
Que não há nada na Bíblia que proíba alguém de ouvir nenhum tipo de ritmo musical.
E que argumentar que esse ou aquele ritmo é do diabo porque foi ele quem inventou pode ser muita pretensão da nossa parte, alem de atribuir ao diabo algo que ele não tem: bom gosto. A Bíblia diz que no inferno só haverá um ritmo, que é o som de choro e de ranger de dentes e que foi Deus, e não o Diabo, quem tudo criou. Isaias 45:12.
E quanto ao ritmo adequado de se ouvir, vai do gosto pessoal e do momento que cada um esteja vivendo.

Com relação à dança, o melhor seria buscarmos moderação e sensatez para não cairmos em contradição ao sermos questionados sobre o que seja santo e o que seja profano e não nos portarmos segundo a sensualidade ditada por um mundo que não sabe discernir o santo do profano. Não há restrições a luz da Bíblia no que diz respeito às danças (Jeremias 31:13) e aos ritmos, ela apenas ensina sobre o domínio próprio e a sensatez. Portanto, seria aplicável a essa questão o seguinte texto:
“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4:8) E eu acrescentaria: “seja esse o vosso comportamento.”

FIM